segunda-feira, 22 de agosto de 2016

MUDANÇA E TRANSFORMAÇÃO ORGANIZACIONAL



Concluímos neste “post” os 8 passos para a Gestão da Mudança e Transformação Organizacional de acordo com John Kotter. Kotter é professor emérito de Liderança da Harvard Business School, Doutor em Comportamento Organizacional e considerado a maior autoridade mundial em liderança e mudança organizacional. Ele afirma que em 70% das organizações os esforços de transformação e mudança fracassam e propõe 8 passos para promover e liderar a transformação nas organizações. Abaixo os 7º e o 8º passos para liderar este processo:

7° Passo: Não desanime 
  • Utilize maior credibilidade para mudar sistemas, estruturas e políticas que não se encaixam na visão da organização; 
  • Contrate, promova e desenvolva colaboradores que possam implementar a visão da empresa; 
  • Revigore processos com novos projetos, temas e agentes de mudanças; 
  • Consolide ganhos e produza mais mudanças entre seus colaboradores. 

Segundo John Kotter, a resistência está sempre à espera nos bastidores para voltar a afirmar-se: “Mesmo que você seja um líder bem sucedido na fase inicial, você poderá lidar com essas resistências. Comemore a vitória das mudanças com os colaboradores e faça uma pausa no trabalho pra este momento.”

Lembre-se que as consequências de desistir podem ser muito perigosas. Sempre que você desiste antes de um trabalho ser concluído, um momento crítico pode ser perdido e você terá retrabalho. Os novos comportamentos e práticas devem ser conduzidos com a cultura para garantir o sucesso a longo prazo. Uma vez que o processo teve um retrocesso, a reconstrução do movimento será uma tarefa difícil.

Se a sua iniciativa de mudança atingir o sucesso, você começará a ver: 
  • Mais projetos que estão sendo adicionados; 
  • Outras pessoas sendo levadas para ajudar nas mudanças; 
  • A liderança sênior focada em dar clareza a uma visão compartilhada e alinhada; 
  • Empregados com poderes em todos os níveis para liderar projetos; 
  • Redução de interdependências entre as áreas; 
  • O esforço constante para manter a urgência em alta; 
  • Provas consistentes de que o melhor caminho é o trabalho constante. 
Um longo caminho 

O caminho para conquistar esta liderança da etapa 7 terá um longo percurso. Em vez de declarar vitória e seguir em frente, esses líderes transformacionais irão lançar mais e mais projetos para impulsionar a mudança mais profunda na organização. 

Eles irão também ter o tempo para garantir que todas as novas práticas sejam firmemente enraizadas na cultura da organização. Os gerentes, pela sua própria natureza, pensam em prazos mais curtos, cabe aos líderes mudar o curso para o longo prazo. Sem liderança suficiente e consistente, a mudança irá parar. Por isso, nunca desista! 

8° Passo: Projete a mudança 

  • Articule as conexões entre os novos comportamentos e o sucesso organizacional; 
  • Crie maneiras de assegurar o desenvolvimento da liderança e da sucessão. 
Ancorando novas oportunidades na Cultura 

Novas práticas devem ter raízes profundas a fim de manter-se firmemente plantadas na cultura. A cultura é formada por normas de comportamento e valores compartilhados, essas forças sociais são incrivelmente fortes. Todo indivíduo que se junta a uma organização é doutrinado em sua cultura, em geral, mesmo sem perceber. Sua inércia é mantida pelo grupo ao longo de anos e anos. Mudanças - se consistente ou inconsistente com a velha cultura - são difíceis de enraizar. É por isso que a mudança cultural vem no passo 8 e não na etapa 1, confira abaixo algumas regras gerais sobre a mudança cultural: 
  • Mudança cultural vem por último, não no começo; 
  • Você deve estar apto a provar que o novo caminho é superior ao velho; 
  • O sucesso deve ser visível e bem comunicado; 
  • Você vai perder algumas pessoas no processo; 
  • É necessário reforçar novas normas e valores, com incentivos e recompensas - incluindo promoções; 
  • Reforce a cultura de cada novo colaborador.
John Kotter é professor de Comportamento Organizacional e Recursos Humanos, na Harvard Business School, e especialista em liderança, cultura organizacional e gestão da mudança, temas dos quais é autor de vários best-sellers. Série de quatro artigos publicados pela HSM Online em que são apresentados seus conceitos de para promover a mudança e a transformação dentro das empresas.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

PASSOS QUE NORTEIAM A GESTÃO DE MUDANÇAS E TRANSFORMAÇÃO ORGANIZACIONAL


Passaremos agora para o 5º e 6º passos que segundo o professor Kotter norteiam Gestão de Mudanças e Transformação Organizacional:

5º Passo - Capacitação de Pessoas e Barreiras
  • Remova os obstáculos à mudança
  • Mude sistemas ou estruturas que comprometem seriamente a visão
Um dos conselhos de Kotter é retirar possíveis barreiras e liberar as pessoas para fazer o seu melhor trabalho. Para o especialista, “normalmente, a capacitação de colaboradores envolve lidar com quatro obstáculos principais: estruturas, competências, sistemas e supervisores”. A seguir você confere dois destes obstáculos.

Barreiras estruturais:

Muitas vezes, as estruturas internas das empresas funcionam em desacordo com a visão da mudança. Por exemplo, uma organização que afirma querer foco no cliente, pode encontrar seus recursos e estruturas fragmentadas. Da mesma forma, empresas que afirmam querer criar mais capacidade de resposta local, podem apresentar camadas de gestão críticas para decisões regionais.

Em outros casos, existem empresas que afirmam querer aumentar a produtividade e se tornar uma produtora de baixo custo, porém possuem enormes grupos de funcionários, procedimentos e programas caros.

Para Kotter, muitas vezes, é difícil remover esses obstáculos no meio do processo de mudança:

 “Normalmente, as mudanças mais eficazes podem ocorrer na área de recursos humanos. O realinhamento de incentivos e avaliações de desempenho para refletir a visão da mudança pode ter um efeito profundo sobre a capacidade de realizar esta visão da mudança. Assim como os sistemas de informação de gestão também podem ter um grande impacto sobre o sucesso da implementação de uma visão de mudança

Atualização de informações competitivas e análises de mercado, além de ser rentável, pode ser uma comunicação poderosa e eficaz em toda a empresa. Além disso, pode fornecer informações necessárias para que as pessoas façam seu trabalho de forma mais eficiente.

Supervisão Problemática

Outra barreira à mudança efetiva pode ser supervisores problemáticos. Muitas vezes esses gestores têm dezenas de hábitos relacionados entre si que se somam a um estilo de gestão que inibe a mudança.

Eles não podem ativamente minar o esforço, mas eles simplesmente não estão "ligados" para ir junto com o que a mudança requer. Muitas vezes os agentes de mudança se recusam a confrontar essas pessoas.

Às vezes, os gestores vão inventar ou elaborar estratégias de manipulação de tentativa de lidar com estas pessoas. Se feito habilmente isso só atrasa o processo e, se exposto, parece terrível - desprezível, cruel e injusto - e prejudica todo o esforço.

Normalmente, a melhor solução é o diálogo honesto recomenda o professor Kotter.

6º Passo: Gerando vitórias a curto prazo
  • Plano de melhoria de desempenho visível
  • Criar as melhorias
  • Reconhecer e premiar os funcionários envolvidos com as melhorias
Kotter aconselha a criação de reconhecimento e mérito. Para os líderes, no meio de um esforço de mudança a longo prazo, as vitórias de curto prazo são essenciais. Executar um esforço de mudança sem a atenção para o desempenho de curto prazo é extremamente arriscado.

A coalizão administrativa torna-se uma força crítica na identificação de melhorias significativas do que pode acontecer entre 6 e 18 meses. É preciso fazer com que estas vitórias ajudem a garantir o sucesso da iniciativa de mudança como um todo.

É necessário lembrar, que em qualquer iniciativa de mudança, há um desejo de garantir que os clientes não sejam afetados. No entanto, as vitórias de curto prazo são essenciais. E para garantir o sucesso, a curto prazo, o ganho deve ser visível e inequívoco. As vitórias também devem estar claramente relacionadas com o esforço de mudança. Tais vitórias fornece provas de que os sacrifícios que as pessoas estão fazendo dá resultado.

Isto aumenta o sentido de urgência e o otimismo de quem está fazendo um esforço para mudar. Estas vitórias também servem para premiar os agentes de mudança, fornecendo feedback positivo que reforça o moral e a motivação.


As vitórias servem também como objetivo prático de contribuir para afinar a visão e as estratégias. A coalizão administrativa recebe informações importantes que permite achar o curso correto.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

PASSOS PARA A TRANSFORMAÇÃO



Seguimos com a proposta de apresentar o pensamento do Professor de Comportamento Organizacional da Harvard Business School, John Kotter, principalmente no que diz respeito a Gestão de Mudanças e Transformação Organizacional. No primeiro “post” apresentamos o 1º e o 2º dos 8 passos destacados pelo Professor Kotter, para liderar a mudança em uma organização. A seguir, dando seguimento a nossa proposta, apresentaremos o 3º e o 4º passos:

3º Passo - Desenvolver uma visão de mudança

Para que a gestão da mudança seja eficiente, é preciso que a organizações tenha claro qual é o cenário futuro, ou seja, a organização precisa esclarecer como o futuro será diferente do passado. Assim, as pessoas terão claro o ponto de inflexão. De acordo com Kotter, a visão de mudança é importante por três principais pontos:
  • Simplifica centenas ou milhares de dados mais detalhados para a tomada de decisões.
  • Motiva as pessoas a agir e caminhar na direção certa. “Mesmo que os primeiros passos sejam dolorosos”, diz o acadêmico.
Entende-se aqui por uma visão de mudança um sistema, que inclui estratégias, planos e orçamentos. Entretanto, Kotter resume que a visão deve ser “a cola que mantém essas coisas juntas e faz todo o sentido para a mente e o coração”. Uma boa visão, na opinião do acadêmico, pode exigir sacrifícios, pois deve ter o objetivo de criar um futuro melhor para todos stakeholders da empresa.

É importante que a visão seja estrategicamente viável. Para isso, é preciso que leve em conta a realidade atual da empresa e as metas estabelecidas, que podem ser ambiciosas, desde que sejam atingíveis. “Grandes líderes sabem como fazer estes objetivos ambiciosos parecerem factíveis. Quando uma visão é atada com uma estratégia forte e credível, torna-se evidente para as partes interessadas que a visão não é apenas um sonho”, pontua Kotter.

As visões eficazes têm seis características-chave. São elas:


  • Imaginável: transmitem uma imagem clara de como será o futuro.
  • Desejável: apelam para uma vantagem de longo prazo para os funcionários, clientes, acionistas e outros, que têm uma participação na empresa.
  • Desejável: apelam para uma vantagem de longo prazo para os funcionários, clientes, acionistas e outros, que têm uma participação na empresa.
  • Focado: as visões são claras o suficiente para fornecer orientações para a tomada de decisão.
  • Flexível: permitem que a iniciativa individual e respostas alternativas surjam diante de novas condições.
  • Transmissível: são fáceis de comunicar e podem ser explicadas rapidamente.

4º Passo - Comunicar a visão para os Buy-in   


Para que a mudança ocorra é preciso que tenha um suporte interno e externo. Sendo assim, é necessário garantir que o máximo de pessoas possível, compreenda e aceite a visão de mudança. É claro que ganhar um entendimento e compromisso com uma nova direção nunca é tarefa fácil, especialmente em organizações complexas.

De acordo com Kotter, a maioria das empresas subestimam a comunicação de suas visões. Para ser eficaz, a visão deve ser comunicada em atividades de hora em hora. A visão será referida em e-mails, reuniões, apresentações, ou seja, será comunicada em qualquer lugar. Reuniões entediantes devem ser transformadas em discussões interessantes sobre a transformação. Programas de educação genéricos são jogados fora e cursos que se concentrem em problemas do negócio e na nova visão passarão a ser lecionados.

Ao comunicar a visão para a transformação, é preciso ter em mente que a visão deve ser:

Simples: uma única palavra ou até mesmo um jargão.
Viva: uma imagem verbal vale mais que mil palavras, ou seja, a comunicação deve fazer uso de metáforas, analogias, por exemplo.
Repetitiva: as ideias devem ter o poder de se espalhar no boca a boca.
Participativa: a comunicação de duas vias é sempre mais poderosa do que a comunicação one-way.

Ainda mais importante do que aquilo que é dito, é o que é feito. Os líderes que querem transformar suas organizações devem se tornar um exemplo vivo da nova cultura corporativa. “Nada compromete um programa de comunicação mais rapidamente do que as ações inconsistentes pela liderança”, alerta o Professor Kotter.

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sábado, 23 de julho de 2016

PASSOS PARA A TRANSFORMAÇÃO



Para o acadêmico John Kotter, cenários adversos e mudança organizacional são os maiores causadores de noites de insônia entre os executivos. Ambos exigem uma liderança comprometida e com energia suficiente para promover uma transformação. 

Kotter é professor emérito de Liderança da Harvard Business School, Doutor em Comportamento Organizacional e considerado a maior autoridade mundial em liderança e mudança. Ele afirma que em 70% das organizações os esforços de transformação e mudança fracassam e sugere 8 passos para promover e liderar a transformação dentro da organização.

Aqui no Blog, apresentaremos 2 passos a cada semana, reflita sobre cada um deles:

1º Passo - Crie um senso de urgência

Apesar de ter claros os motivos que levaram a necessidade de mudança, é preciso fazer com que todos os colaboradores sintam também esta mesma necessidade de mudança e percebam a importância de agir imediatamente.Sendo assim, criar este senso de urgência permite que a empresa conte com a cooperação necessária para conduzir uma mudança. De acordo com Kotter, 50% das empresas que não conseguem fazer as mudanças necessárias pecaram logo no início do processo, ignorando a necessidade de tirar as pessoas da zona de conforto. Entende-se aqui por inspirar às pessoas para a mudança como criar o senso de urgência e não apenas pressioná-las para uma causa que não diz respeito a elas.

Para fazer isto acontecer, Kotter recomenda:
  • Traga as informações de fora para dentro.
  • Comporte-se com urgência todos os dias.
  • Encontre a oportunidade diante da crise
  • Lide com o “não”

2º Passo - Crie a aliança administrativa

Além de criar uma sensibilização para a mudança dentro da organização, é preciso reunir um grupo com poder suficiente para liderar a mudança. Uma pessoa, isoladamente, não consegue engajar um grande número de pessoas, vencer todas as resistências, gerar resultados no curto prazo e gerenciar outros projetos ou novas abordagens da cultura.
Para o acadêmico, é preciso ter uma aliança, ou seja, uma espécie de coligação de pessoas que serão líderes da mudança dentro da empresa. “Isto é fundamental para o sucesso”, pontua Kotter.

Para criar este time em defesa da mudança, a equipe precisa refletir sobre quatro aspectos:

1. Posição de poder: trabalhar os colaboradores-chave para abraçarem a causa, para que os resistentes não bloqueiem o progresso;
2.   Atuação: Todos os pontos de vista do time devem estar representados para que as decisões tenham embasamento e sejam tomadas de forma inteligente;
3. Credibilidade: O grupo deve ser visto e respeitado. Suas decisões precisam ser levadas a sério pelos demais colaboradores;
4.   Liderança: O time deve ter liderança capaz de conduzir ao processo de mudança.

Para Kotter, o ideal é que esta coligação seja composta por dois gerentes e líderes que trabalham em grupo. Os gerentes terão o papel de manter o processo sob controle, enquanto os demais guiarão para a mudança:

Uma aliança administrativa com bons gestores, porém com líderes pobres tende a produzir planos e não trabalhar a visão”. 

O segredo, de acordo com o acadêmico, está em:

construir o time certo e, em seguida, combinar um nível de confiança com um objetivo comum, em que a equipe acredita que pode resultar em uma aliança administrativa que tem a capacidade de fazer a mudança necessária acontecer, apesar de todas as forças de inércia”.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL



A aprendizagem organizacional é descrita na literatura como um processo constituído de etapas ou componentes de aquisição de informação, disseminação de informação e interpretação compartilhada, que promove a mudança de comportamento ou a ação de resposta à aprendizagem, influenciando diretamente os resultados da organização. A aprendizagem organizacional, nesse escopo, é complementada por uma dimensão cultural (orientação para aprendizagem), composta por valores ou posturas organizacionais que estimulam a aprendizagem.

Assim, cabe destacar as afirmações de Argyris e Schön (1978), para quem a aprendizagem organizacional requer a revisão da postura dos indivíduos no sentido de "aprender a aprender" novas coisas. Hult (1998) reforça essa idéia ao afirmar que são necessárias novas habilidades de aprendizagem, bem como um clima organizacional que favoreça o desenvolvimento dessas habilidades.

Vale ressaltar que a empresa ao disponibilizar aos seus funcionários o ensino corporativo, deve oferecer uma metodologia que não só disponibilize ferramentas que agreguem valor à organização, mas essencialmente, que agregue valor ao capital humano, nesse sentido faz-se necessário, por exemplo, a noção clara da importância da educação ambiental.

Está claro portanto, que o conceito de aprendizagem organizacional está associado ao conceito de competitividade ou de competência empresarial. Uma empresa que ensina e aprende torna-se uma empresa competitiva, torna-se uma empresa que desenvolve e gerencia competência como vantagem ante o mercado ou aos concorrentes.

A competência empresarial requer, principalmente, procedimentos empresariais voltados ao conceito de cooperação, que está ligado a projetos desenvolvidos por meio de um processo tecnológico e em parceria, não apenas com colaboradores internos, mas principalmente, em parceria com fornecedores e clientes.

Não é por acaso que a maioria das organizações tem dificuldades de aprendizagem. A forma como são projetadas e gerenciadas, a maneira como os cargos são definidos e, mais importante, o modo como todos fomos ensinados a pensar e interagir (não só nas organizações, mas em uma perspectiva mais ampla), tudo isso cria deficiências cruciais de aprendizagem.

Conclusão

O processo de aprendizagem, a geração, a aplicação e transmissão do conhecimento são, hoje, os motores de geração de vantagens competitivas em relação aos concorrentes e a gênese de riquezas para as organizações.
Esse novo paradigma de aprendizagem organizacional muda o sentido da administração empresarial tradicional, passando a ser baseado na gestão do conhecimento. Evidencia-se, justamente, na capacidade da empresa converter o conhecimento adquirido em qualidade, produtividade e inovação, gerando diferencial competitivo sustentável e duradouro, devendo ser continuamente repensado.

A aprendizagem organizacional representa mais que a simples incorporação de novas atitudes, ela retrata um horizonte para o desenvolvimento das empresas, de seus profissionais e das comunidades que com elas se inter-relacionam.

Easterby-smith, Mark. Aprendizagem organizacional e organização de aprendizagem. São Paulo: Atlas, 2001.

PERIN, Marcelo Gattermann et al. Processo de aprendizagem organizacional e desempenho empresarial: o caso da indústria eletroeletrônica no Brasil. RAE-eletrônica, v. 5, n. 2, Art. 14, jul./dez. 2006.

MOTTA, Paulo Roberto. Transformação organizacional: a teoria e a prática de inovar. Qualitymark, 2000. Rio de Janeiro, 2000.

SENGE, Peter. A Quinta Disciplina: arte e prática da organização que aprende.4. ed. São Paulo: Best Seller, 1999.


SENGE, Peter et al. A dança das mudanças: os desafios de manter o crescimento e o sucesso em organizações que aprendem. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

sábado, 21 de maio de 2016

EFICIÊNCIA E EFICÁCIA



“Se respeitar as pessoas como elas são, você poderá
ser mais eficaz ajudando-as a se aperfeiçoarem.”
                                                                                                          (John Gardner)

A eficiência pode ser definida como “fazer certo as coisas”. Está associada ao respeito às normas e padrões estabelecidos, à satisfação e à superação de expectativas. Um profissional com esta característica desenvolve maneiras de realizar uma atividade com menor custo e maior rapidez e qualidade superior. O “Retrabalho” representa o motivo pelo qual a eficiência implica fazer certo da primeira vez.
 
A eficácia, por sua vez, significa “fazer a coisa certa”. É uma medida vinculada ao resultado. Partindo desse pressuposto, um vendedor pode visitar uma dezena de clientes num dia, mostrando-se muito eficiente, mas na medida em que não consegue fechar nenhum negócio, terá sido ineficaz.
 
A maioria das organizações costumam estimular a busca da eficiência por um processo mecânico e protocolar: pesquisas efetuadas, tabulações processadas e relatórios preenchidos passam a impressão de que o trabalho foi feito. É muito comum vermos “líderes” solicitarem de membros de sua equipe informações variadas apenas para lhes ocupar o tempo, sendo que o fruto daquele trabalho alimentará apenas pastas suspensas e arquivos mortos.
 
A eficácia, no entanto, quando tomada isoladamente e como único fim, ou seja, pessoas com foco exclusivo no objetivo e sem qualquer atenção para com os processos. De fato, conseguem auferir resultado com impacto positivo nas estatísticas, mas muitas vezes o fazem combalindo o ambiente interno.
 
Procurar, portanto, unir eficiência e eficácia. Conceder valor e conteúdo ao seu trabalho, adotar procedimentos necessários, definir indicadores adequados para mensurar e ter foco nos resultados. Mas o mais importante é lembrar-se sempre de que compartilhar suas atividades e decisões com seus pares na organização é fundamental para o “aprendizado organizacional”, um conceito fundamental para nossas próximas postagens.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CRESCIMENTO


No primeiro capitulo do livro A ESTRATÉGIA SEGUNDO DRUCKER, Robert Swaim se propõe explorar as visões relacionadas ao crescimento. Afinal, pergunta o autor, qual o objetivo de desenvolver uma estratégia senão proporcionar uma direção para o crescimento futuro da empresa? Peter Drucker mesmo, no livro intitulado Management escrito em 1973, diria a respeito do crescimento: “continuará sendo um objetivo de negócio desejável e necessário”, e acrescentando em seguida “Em uma economia em crescimento, há espaço de sobra. Os setores que já passaram de seu pico declinam lentamente, sendo sustentados pela prosperidade da economia. Novos setores podem crescer bem, e crescer mais por acidente do que pelo gerenciamento em si. Entretanto quando a economia em si não cresce, existe uma chance maior de mudanças abruptas e radicais ocorrerem. Em tais situações, uma empresa ou um setor que não cresce entra em decadência. Assim, torna-se ainda mais necessário haver uma estratégia que permita o desenvolvimento de um plano gerencial voltado para o crescimento e para a gestão do crescimento.”

DIMENSÕES DO CRESCIMENTO DO NEGÓCIO

DIMENSÃO DO CRESCIMENTO ORGÂNICO: Aumento na receita de vendas atribuído a vendas e marketing, incluindo aumentos de preços e a esforços inovadores da empresa no desenvolvimento de novos produtos ou serviços. Este assunto é tratado de maneira detalhada nos capítulos de 2 a 5 do livro.

DIMENSÃO DO CRESCIMENTO EXTERNO: Aumento na receita das vendas resultante de fusões e aquisições. Entre as aquisições horizontais estão: expansão geográfica ou a aquisição de novos produtos para complementar a atual linha de produto da empresa, aquisições verticais para trás que envolvem a aquisição de uma fonte de fornecimento, enquanto as aquisições verticais para frente envolvem a aquisição de uma parte do canal de marketing com o objetivo de reduzir as despesas com marketing e vendas, bem como, aproximar-se do cliente. Alianças estratégicas, tanto formais quanto informais, também oferecem oportunidades de crescimento. Desinvestimentos mostram um aumento temporário na receita como resultado da venda de uma unidade de negócios, mas também resultam no declínio nas vendas de produto daquela unidade de negócio. Já as fusões, aquisições e alianças como estratégia de crescimento é pormenorizadamente tratadas no capítulo 6 do livro.

OUTRAS DIMENSÕES EXTERNAS: As conversões de moedas geram ganhos ou perdas nas receitas, dependendo da taxa de câmbio entre as moedas locais da empresa e a eventual conversão em dólares americanos.

O CRESCIMENTO SEGUNDO DRUCKER

Nos primeiros escritos de Drucker, suas discussões sobre crescimento eram voltadas mais para o porte da organização e a transição de uma empresa pequena para uma empresa maior. A discussão incluía também suas visões sobre a necessidade de mudar a atitude e o comportamento da alta gerência, inclusive a estrutura gerencial, e, não raro, a substituição do proprietário-fundador por uma equipe de gerência profissional. Neste livro, Robert Swaim, traz uma breve discussão da teoria do ciclo de vida organizacional, uma abordagem estratégica considerada mais abrangente do que a de Drucker, na tentativa de complementar esse importante elemento da estratégia do negócio.

A Necessidade de Objetivos de Crescimento – Drucker comentou em Management (1973) que “não basta a gerência declarar ‘Queremos crescer’ é preciso haver uma política racional de crescimento”. Mas sem dúvida que a declaração mais importante quanto a este item é a declaração de que “um negócio cresce em desempenho econômico e em resultados econômicos. Querer ser uma ‘empresa de bilhões de dólares’ não é um objetivo de crescimento racional. Os objetivos de crescimento precisam ser objetivos econômicos, e não de volume.”

Na sequência do capítulo o autor faz um comparativo entre as visões de Drucker e Porter quanto a importância da atuação da Gerência (Drucker) e Liderança (Porter) relacionada ao crescimento do negócio. Aliás, é importante que se diga que Robert Swaim reconhece que, em se tratando do tema Estratégia, ir além dos escritos de Peter Drucker é uma necessidade e recorre durante toda a obra a outros autores que trataram e se aprofundaram no tema especificamente. Michael Porter é um dos autores mais citados como referência de estratégia e o capítulo se encerra exatamente fazendo referência a um artigo de Porter publicado em 1996 na Harvard Business Review, intitulado “What Is Strategy?”, onde Porter assume uma visão um tanto diferente sobre a importância do crescimento ao escrever que, “Entre todas as outras influências, o desejo de crescer talvez tenha sido o efeito mais perverso sobre estratégia”. O que Porter quis dizer com isso, e que tipo de crescimento seria o desejável?

As visões mais recentes sobre estratégia descrevem a importância do posicionamento estratégico, dos trade-offs e da criação de um ajuste entre as atividades. Porter estabelece, de acordo com Swaim, uma diferença entre eficácia operacional e posicionamento estratégico ao afirmar: “Eficácia operacional significa realizar atividades semelhantes melhor do que os rivais a realizam (obtendo eficiência e uso de ferramentas como Melhores Práticas, Gestão da Qualidade Total, Zero Defeitos e Seis Sigma). Por outro lado, traz também uma ‘definição’ para posicionamento estratégico que significa realizar atividades diferentes dos rivais ou realizar atividades semelhantes de maneiras diferentes.” De acordo com Porter a eficácia operacional não pode ser usada como base da competição por um longo período de tempo, pois os concorrentes não podem imitar rapidamente as técnicas gerenciais, novas tecnologias, melhoria nos insumos para a cadeia de valor da empresa e assim por diante.


O propósito do Blog é dissecar a obra de Robert Swaim, sem, contudo, entrar no mérito do autor de aprofundar as ideias relacionadas à estratégia encontradas nas inúmeras obras e escritos de Drucker, utilizando e comparando com os estudos aprofundados de Porter sobre o tema. Porter, trataremos com o devido cuidado em uma série de resenhas futuras.